domingo, 30 de março de 2008

Estações

A primavera chegou ao hemisfério norte. Acreditem: faz uma diferença enorme! Explico. Acho que depois de passar por esse inverno (com temperaturas de até -20ºC!) posso entender um pouco melhor a "personalidade" e o temperamento das pessoas de culturas que não podem escapar do frio.
Com o início da primavera uma espécie de abertura também acontece no comportamento das pessoas. Tudo começa a ganhar mais movimento, sons, cores. Agora um bocado de gente consegue parar na rua para uma conversa um pouco mais demorada, e acredite, no meio da neve com o vento cortando sua cara, quase não há humor nem para dizer um bom dia.
Numa conversa entre amigos falando sobre o inverno, aprendi algo bastante curioso. Meu amigo Ethan dizia gostar do inverno pela possibilidade de silêncio. Concordo que seja uma quietude rara e fascinante. Dependendo de onde você está, além da visão linda com tudo coberto de branco, não há um ruído que seja. Sem pessoas, animais, insetos, nada de nada! Um dia pensei que ouvia grilos e me dei conta perfeitamente do que Ethan falava, afinal de contas como poderiam haver grilos no meio de tanta neve? Impossivel! Eles cantavam apenas na minha imaginação e em minha mente tão acostumada a toda sorte de barulho.
Entretanto, depois de um certo tempo você não quer mais isso. Cansa um pouco? Talvez. Ainda assim quando o sol começa a aparecer por mais tempo e com mais força, sentimos um certo ânimo e empolgação contagiando tudo aquilo que fazemos e pensamos. Não tem jeito. Precisa sair e ver o mundo de outro lugar e agora é a hora. Então, feliz primavera!
foto pequena by Tomita
foto grande by Carlos Watanabe

sexta-feira, 28 de março de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

Terráqueos: vocês não podem mais ignorar.

O vencedor do Prêmio Nobel, Isaac Bashevis Singer (1904-1991), escreveu, em seu livro de maior sucesso, "Enemies", o seguinte: "Por mais que Herman tivesse testemunhado o abate de animais e peixes, ele sempre tinha o mesmo pensamento: no seu comportamento em relação aos animais, todos os homens são nazistas. A presunção com a qual o homem pode fazer o que quiser com outras espécies exemplifica as teorias racistas mais extremas, a lei do mais forte." A comparação com o Holocausto é intencional e óbvia. Um grupo de seres vivos angustia nas mãos de outro. Embora alguns possam argumentar que o sofrimento de animais não possa ser comparado ao sofrimento dos judeus e escravos, há, de fato, um paralelo. E para os prisioneiros e vítimas deste assassinato em massa, o seu holocausto está longe do fim. Escrito, produzido e dirigido por Shaun Monson e narrado por Joaquin Phoenix, este vídeo em inglês, com legendas em português, é uma produção da Nation Earth Organization.
Terráqueos - Clique e assista.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Bons amigos do norte: mais superação de fronteiras.

Por quê falar da luta anticapitalista nos Estados Unidos? Simples: por dois motivos básicos. Primeiro informação sobre as formas de resistência dentro da barriga do diabo. Segundo que muito preconceito e desinformação se têm sobre os ativistas estadunidenses.
Falar do JED (Justice, Ecology and Democracy) me parece um bom exemplo. Um coletivo ecologista que fica no Estado do Maine, nordeste dos Estados Unidos e que abriga atividades de uma gente interessada em politica autonomista radical. Apesar do nome meio "partido verde", são bem inspirados por um modo de vida mais libertário. Não apenas produzem uma prática de ação direta através de atos contra o sistema, mas buscam por coerência no estilo de vida de seu cotidiano. Funciona mais ou menos assim: 11 pessoas vivem em uma comunidade rural a uns 8 anos. Cada pessoa, casal ou familia pode ter sua casa ou cabana para sua privacidade, mas há uma casa central que reúne o fogo coletivo, os computadores, a biblioteca, cozinha, dispensa com comida e bebida, lugar de reuniões, enfim o espaço comum.
Desenvolvem um interessante projeto de permacultura e economia solidária. Produzem alho, beterraba, batata, xarope de maple, campostagem e jardinagem. Trocam por exemplo, parte do excedente pelos serviços do advogado que defende alguns do grupo que sofrem processos por ação direta contra o Estado. Outros trabalham com hortas comunitárias na cidade próxima, são músicos folk, envolvidos com midia independente, ou como já dito antes, de educação e cultura ambiental.
Na verdade tenho que confessar uma coisa, já que sou um tanto suspeito para falar desse povo. São bons amigos que adimiro não apenas pelo trabalho que realizam, mas pela sinceridade com que se relacionam com o mundo. Tenho certeza que ficariam felizes de recebe-los por lá, então se vão ao norte daquele país não percam essa oportunidade. Seguem algumas fotos da minha última visita no recente inverno estadunidense.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Boicotem os jogos olímpicos na China!

Andava pensando um bocado sobre essa questão dos jogos olímpicos na China e não poderia deixar de imaginar a boa oportunidade para denúnciar os absurdos cometido pelo governo chinês contra os direitos humanos dentro e fora de seu território. A lista é longa e bem conhecida no mundo inteiro. Certamente a ocupação do Tibet é a mais falada. Encontrei um texto bastante elucidativo sobre os jogos olímpicos no saindo da matrix e gostaria de reproduzi-lo aqui. Primeiro a informação, depois a indignação, e por fim a ação. Jogos olímpicos na China? Pense bem sobre seu real significado. Para mim esta claro: boicote!

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Você iria prestigiar os jogos de Berlim, na Alemanha de Adolf Hitler, em 1936?
Nesta época Hitler aparecia como um Estadista em ascenção, causando grande impressão por sua política arrojada, baseada na intimidação (eu quero e eu faço porque sou mais forte. Não muito diferente dos EUA nos últimos 50 anos). Havia aqui e ali relatos de perseguição a judeus e violência contra opositores do regime, censura, supressão dos direitos humanos, mas no geral isso era solenemente ignorado pelo mundo, que até se orgulhava de ter uma "muralha européia" contra os comunistas. E aí chegam as Olimpíadas de Berlim, que serviram como vitrine para o regime nazista mostrar ao mundo suas "virtudes", seu comprometimento com a paz e o reerguimento da Alemanha.
Nas semanas anteriores às Olimpíadas, os dirigentes locais de propaganda do Partido receberem ordens de fazer sumir dos muros e tapumes os slogans hostis ao regime, evitar violência, não colar cartazes contra judeus, não perseguir opositores, enfim, fingir uma normalidade. E foi o que aconteceu. No primeiro dia, Hitler abriu os jogos numa cerimônia em que um antigo maratonista grego lhe entregava um ramo de oliveira, como "símbolo de amor e paz", enquanto um grupo de "pombas da paz" revoava. Todos os visitantes estrangeiros (principalmente a imprensa) ficaram impressionados com a Alemanha de Hitler, e a influência (e popularidade) dele só aumentou, a ponto de exportar o estilo nazi de ser até pra os EUA e Brasil.
Onde quero chegar? Partindo do pressuposto de que a história apenas se repete, temos novamente um Estado ditatorial (a China), cujos relatos de brutalidade chegam aqui e ali por vias não-oficiais (e são solenemente ignorados pelos países compradores de produtos Made in China), querendo aparecer de bom-moço pra o mundo, se aproveitando novamente de uma Olimpíada pra ganhar legitimidade internacional. Interessante, não?
E você, turista, vai prestigiar a Olimpíada da China? Aposto que eles estão ansiosamente esperando pela sua visita, com ruas limpas e com estudantes sorridentes, tudo na mais perfeita tranquilidade! Gaste seu dinheiro nos produtos oficiais da Olimpíada (feitos por crianças obrigadas a trabalhar 13 horas ao dia) e dê seu prestígio a um Estado que "dá sumiço" a quem tenta falar o que acontece de fato naquele país. Um Estado que controla o que o povo deve ou não ver na Internet, que intimida empresas como a Yahoo a fornecer a identidade de jornalistas, ou ao Google a filtrar suas buscas naquele país. Um Estado que invade o Tibet (um país que não tem nenhuma ligação cultural com a China), estrangulando sua cultura secular e incentiva o estupro de Tibetanas para que a raça se misture com a dos chineses. Um Estado que abate Tibetanos que querem cruzar a fronteira com a Índia como se fossem patos. Que quer decidir arbitrariamente quem vai ser o próximo líder espiritual dos tibetanos. E que chega ao cúmulo de fazer um mascote tibetano (o antílope) nas olimpíadas da China, como se eles estivessem incluindo o Tibet à cultura da China, e não exterminando-o:
O crime deles? Querer ver o Dalai Lama, já que são proibidos de terem liberdade religiosa em seu próprio país
Neste post questionei se Spielberg, que era responsável pela produção da abertura dos Jogos na China, ainda continuaria seu trabalho se, em vez de tibetanos nessa fila, fossem judeus. Felizmente ele ouviu a voz da razão e ABANDONOU O PROJETO (IUHUUUUUUUUUUUU!!!! Ponto pra você, Steven!)
Se ainda assim vocês forem, não esqueçam de fazer a saudação no estádio:

quarta-feira, 19 de março de 2008

Masturbação pela paz

Isso sim é que é campanha pela paz! Recebi da Mari. A coisa me parece acontecer no total estilo faça-você-mesmo. No site existem muitas outras informações e materiais bem legais. Fotos, hentais, músicas, poesia e situações inusitadas para promover a paz pela prática do auto-amor, ou será amor-próprio? Não importa, o fundamental é fazer os conflitos acabarem e trazer mais humor para nossas vidas. A mensagem é clara: você não pode amar os outros sem antes amar a você mesmo. Faça amor, não faça guerra continua bem vivo! Reproduzo cinco cartazes, mas vocês podem encontrar outros em http://www.masturbateforpeace.com/posters.html

A guerra pode esperar, masturbe!

Se você ainda pode ler esses livros você não esta masturbando o suficiente.

Não envie as tropas para morrer, dê uma chance a masturbação.

Todos nós estamos dizendo para dar uma mão a paz.

Eu gozo em paz.

terça-feira, 18 de março de 2008

Saude Mental e Direitos Humanos

Até o dia 31 de março, os interessados podem enviar trabalhos para o II Fórum Internacional de Saúde Mental e Direitos Humanos, que será realizado de 22 a 25 de maio de 2008, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (LAPS/ENSP/Fiocruz), coordenado pelo pesquisador Paulo Amarante, assumiu o trabalho de base da estrutura organizacional do evento e a expectativa é de que este fórum seja um marco político muito importante de articulação dos movimentos entre si e, a partir daí, possam se falar mais, discutir e desenvolver ações conjuntas para conseguir um salto de qualidade na luta em defesa dos direitos humanos e na construção da cidadania brasileira. Segundo Paulo Amarante, o I Fórum Internacional nasceu a partir dos Congressos Internacionais de Saúde Mental e Direitos Humanos, organizados pela Universidade Popular Madres da Praça de Maio. Tais congressos foram muito importantes para uma reflexão sobre as relações entre saúde mental e direitos humanos, que passam por várias interfaces: violência institucional em manicômios e na maior parte da rede sanitária, violência no dia-a-dia do trabalho, da vida em comunidade ou pela impossibilidade de compartilhar os mesmos espaços com as pessoas que não são consideradas como tendo algum problema psíquico, discriminações, constrangimentos de várias naturezas, rejeições, ou seja, uma séria de atos políticos e sociais que ferem a dignidade humana e limitam a cidadania, a vida e a autonomia das pessoas.

No entanto, os organizadores perceberam que os encontros estavam assumindo um caráter muito científico, com predominância de técnicos e profiss! ionais refletindo sobre suas experiências, e com pouca express! ão para os atores sociais que atuam na luta pelos direitos humanos. A partir disso, surgiu a idéia do Fórum, inspirado e articulado com os Fóruns Sociais Mundiais, onde a estratégia é a reunião dos movimentos sociais existentes nestas áreas dos direitos humanos, da saúde mental, com a agregação da saúde coletiva, uma vez que a violação dos direitos humanos está presente em todo o campo da saúde pública. O Brasil foi eleito para sediar o II Fórum por ser o país que mais vem exercitando práticas concretas e importantes de participação, representação e controle social no campo das políticas públicas, muito particularmente no das políticas de saúde. Uma das experiências vencedoras brasileira é o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, que já recebeu o título de Doutor Honoris causa coletivo da Universidade Popular das Mães da Praça de Maio, e que, agora, no início de abril, na ABI, receberá a Medalha Chico Mendes de Resistência, oferecida pelo Grupo Tortura Nunca Mais, ! um dos mais importantes e amplos movimentos sociais existentes na América Latina.

A organização, pela parte brasileira, está a cargo do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial e do Movimento Nacional de Direitos Humanos, e, no âmbito internacional, está a cargo da Associação das Mães da Praça de Maio. Na ocasião, serão discutidas questões relacionadas ao trabalho, ao gênero, ao amor, à sexualidade, à tortura, à raça, às populações marginalizadas, aos manicômios comuns e judiciários, à violência policial e do estado como um todo, entre outras.

Durante o evento, revela o coordenador do Laps/ENSP, será apresentado o vídeo Loucos pela Diversidade, produzido a partir da oficina do mesmo nome, realizada em agosto de 2007 na ENSP e aberta pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil. A programação cultural inclui apresentações dos coletivos carnavalescos Tá pirando, pi! rado, pirou!, Loucura suburbana, dos grupos musicais Harmonia ! Enlouque ce, Sistema Nervoso Alterado e Camisa de Força, do Coral Cênico Cidadãos Cantantes, dos grupos teatrais Pirei na Cenna e Os Nômades, além de exposições e mostras de vídeos.

Os trabalhos devem ser enviados para o email http://br.f343.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=%20smdh@fiocruz.br até 31 de março de 2008. Mais informações sobre as áreas temáticas e as formas de participação no fórum nos links abaixo. ;
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/noticia/index.php?id=9121

domingo, 16 de março de 2008

Vicente Ferreira Pastinha


Maior é Deus
Maior é Deus, pequeno sou eu
(Tudo) O que eu tenho foi Deus que me deu
(Tudo) O que eu tenho foi Deus que me deu
Na roda da capoeira
(Hahá!) Grande e pequeno sou eu
Camará...

sábado, 15 de março de 2008

Viagem

...ainda assim a necessidade de caminhar, mas nao sozinho, sim com aqueles que amam e acreditam. Outro lugar bonito foi encontrado e visto com os olhos que podem ver. Agradecido! mesmo, e um pouco mais feliz. E repito: nao tao sozinho quanto pode parecer.


quarta-feira, 12 de março de 2008

Espaco Improprio


E POR NÃO SABEREM QUE ERA IMPOSSIVEL ELES FORAM LÁ E FIZERAM

RE-INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO IMPROPRIO
Dia 22 de março (sábado) - a partir da MEIO DIA!!

ABERTURA: Almoço vegan!!
Lasagna e salada à vontade! (R$ 6 reais o prato cheio de comida)

DURANTE A TARDE: pra quem reclamou do preço: RESSACÃO REVOLUÇÃO Essa entrada é grátis!!
As bandas : B.U.S.H - http://www.myspace. com/bushklan
ORDINARIA HIT - http://www.myspace. com/ordinaria
COMMA - http://www.myspace. com/commabr


CHURRASCO VEGAN NA CALÇADA!!!

OFICINA: aprenda a fazer seu próprio site usando o software livre DRUPAL ( www.drupal.org) e conheça o novo cyber do Imprórpio, totalmente livre!!

Venha fazer seu cadastro na nova BIBLIOTECA do Impróprio. E se você tiver algum livro para doar, traga e disponibilize- o.
Para você pegar livros na biblioteca, basta o cadastro. É grátis!!

E AGORA A BALADA IMPROPRIA!!!
5 reais a entrada - a partir da MEIA NOITE!!

SENSAÇÃO DA NOITE: STRIP SURPRESA!!!

Banda: GIGANTE ANIMAL - http://www.myspace. com/giganteanima l

VJ E DJS

Os Djs set list: DISCARGA, com Juninho
NERDS ATTACK, com Foca
EXECRADORES, com Josimas

Os Vjs: MM NÃO É CONFETE
FOZ E KIT
TUMATI

ONDE:
Rua Dona Antonia de Queiroz, 40 - Consolação
(travessa da augusta com a frei caneca)
contato:improprio@ riseup.net" improprio@riseup. net
(11) 3255.5274
www.improprio. org

segunda-feira, 10 de março de 2008

Saiu!

por Rosane Borges

Já encontra-se à disposição o mais novo livro da escritora Cidinha da Silva, Você me deixe, viu? eu vou bater meu tambor! (Mazza Edições, Belo Horizonte, 2008). Trata-se de uma publicação zelosa em que se pode a cada página perceber o esmero: prefaciado pela professora doutora Maria Nazareth Soares Fonseca, professora de Literatura da PUC Minas, apresentado, na orelha, pelo cineasta Jeferson De, e ilustrado sob a pena da artista Lia Maria, o livro é timbrado pela leveza, ironia requintada e sonoridade, fazendo-nos nos lembrar, vez por outra, a sonoridade de alguns poetas africanos. O lançamento nacional do livro será hoje, 5 de março, em São Paulo no Sarau da Cooperifa. Já estão marcados lançamentos nas cidades do Rio de Janeiro, no dia 22 deste mês, em Belo Horizonte, 25, e Porto Alegre, 27. Estruturado em um conjunto de 26 textos, entre crônicas e mini-contos, Você me deixe, viu? eu vou bater meu tambor! é o segundo livro de literatura da escritora (o primeiro é Cada tridente em seu lugar, lançado em 2006 e reeditado em 2007) que brinda os(as) leitores com recursos literários sutis, mas nem por isso menos sofisticados. O eixo ordenador do livro gira em torno das afetividades, da sexualidade, do amor, do corpo, e é construído a partir das relações perturbadoras entre mulheres e homens, subvertidas criativamente pelos infindáveis modos de vida que se tecem no universo cotidiano de cada um(a). Relações aplacadas, inacabadas, conflituosas, são esquadrinhadas por Cidinha, que mais uma vez nos oferece a possibilidade de nos (re)visitar a partir da arquitetura que constrói as moradias efêmeras do outro, espelhadas em cada leitor(a). Sobre a escritora – nascida em Belo Horizonte, Cidinha da Silva é historiadora, diretora do Instituto Kuanza, escreve ensaios e histórias curtas. Escreve, ainda, artigos relacionados à temática das relações de gênero e raciais. É autora dos livros Cada tridente em seu lugar (2006, 2ª edição), Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras (2003, 3ª edição),entre outros." O que: lançamento do livro Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor! Onde: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre: Quando: 5, 22, 25 e 27 de março, respectivamente. Contatos: edmazza@uai.com.br ; cidinha.tridente@gmail.com

sábado, 8 de março de 2008

Um pouco de balanco para nossas vidas!

Tosco? Talvez. Essa mistura de muita roupa com pouca roupa num mesmo cenario me deixou muito intrigado, assim como a coreografia ensaiada, mas nao importa. A musica eh muito boa e ate o final do video voce ja se acostumou com o figurino. Entao, aproveita!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher

por Fátima Oliveira
"Diante da comercialização irreversível do Dia Internacional da Mulher, ouso reafirmar a radicalidade das idéias e da prática feministas, a quem devemos mudanças culturais expressivas na condição da mulher. Os padrões culturais indispensáveis à igualdade entre as pessoas são de alta complexidade e exigem tenacidade contra o sexismo, o racismo, a homofobia, a opressão de classe e o fundamentalismo religioso e suas novas formas de expressão, desde que decretaram a morte das ideologias, a maior mentira do presente século. Mas muita gente crê. E lutar contra crenças é inerentemente complicado. Foi da consciência da milenar opressão de gênero, um fenômeno pancultural, e da compreensão que os governos nos devem muito que surgiu a idéia de um dia para denunciar a situação de segunda cidadania da mulher. A abolição de todas as formas de opressão está no horizonte, pois suas sementes já foram plantadas. A saga feminista hoje consiste em regá-las, pois nós, as feministas, somos jardineiras de um padrão cultural e ético não opressor. Só assim reverenciamos Clara Zetkin, líder socialista alemã, pelo seu gesto de propor na 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, em Copenhague (1910), o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Foi escolhido o 8 de março. Há duas perguntas que me fazem muito. A primeira, o que uma mulher como eu ainda quero da vida? A segunda, por que o 8 de março é Dia Internacional da Mulher? Pensando bem, e pensar é sempre perigoso, cada pessoa sabe de si. Digo-lhes: vivo prenhe do amanhã... Pensando mais, é inegável que tenho uma vida privada que de certo modo contém aparentes privilégios, considerando-se o contexto brasileiro - a Constituição mais avançada do mundo em relação aos direitos da mulher, que ainda não é a regra para todas; o fato inconteste de ser sobrevivente do tétano neonatal; e que "eu venho lá do sertão"... Puxando pela memória... O Belém (dos Pretos), torrão ancestral materno (Colinas-MA), e Colinas, onde estudei, são doces recordações; Graça Aranha (MA), onde nasci, e seus caixões azuis de bebês, que ainda brotam como cogumelos, ainda dói, mas afaga meu peito; São Luís, com a poesia e sangue escravo que exalam dos sobrados de azulejos, sacadas e mirantes, foi o palco de minha vida de estudante, onde me fiz médica; Imperatriz (MA), que me acolheu em seu ventre laboral, criei raízes, enterrei lá meus mortos queridos, é minha casa, onde volto, sempre, levando flores, e reabasteço as energias. O resto é lucro, a envolver minha prole de cinco. Morar na linda Belo Horizonte, por exemplo. Quantas pessoas podem contar uma história assim? Se são privilégios, eu os construí, com gana e garra. Como não honrar conquistas exuberantemente belas? Tenho a convicção que sou apenas usufrutuária do mundo. Assim sendo, tenho o dever moral de legá-lo bem melhor do que ele foi para mim às gerações futuras. Portanto, para mim, lutar é um dever moral. À segunda indagação, respondo recontando uma história prenhe de simbolismos. Foi em 8 de março de 1857 que 129 operárias de uma indústria têxtil de Nova York, a Fábrica Cotton, morreram queimadas. Em greve contra as péssimas condições de trabalho e exigindo melhores salários e redução da jornada de trabalho de 14 para dez horas, a resposta dos patrões foi fechar a fábrica e atear fogo no prédio ocupado. Um dos meus ritos de passagem na travessia da vida foi a 3ª Conferência Mundial contra o Racismo (Durban, 2001). Poderia contar do que vi a partir de muitos lugares: de minha esquina de sertaneja negra; de minha esquina de anti-racista; de minha esquina de feminista; de minha esquina de comunista; e de minha esquina de médica, pois delas miro e vislumbro o pulso e o pulsar da vida: a cara oficial do mundo (os governos) é racista, machista e intolerante. E, por tabela, as sociedades são racistas, xenófobas, machistas ou intolerantes. Ou tudo isso junto. Como não lutar contra tantas mazelas?"

encontrado no blog da Cidinha

Indo as compras

Think About It (Pense sobre isso) eh o primeiro video do Coletivo Trauma. A discussao eh sobre sociedade de consumo. A partir de um apanhado de imagens das principais ruas do comercio de Londres, somos convidados a problematizar nao somente o que e como consumimos, mas tambem como as relacoes estao afetadas por esse ritmo frenetico de posses que agoniza em nossas vidas.

Think About It from Collective Trauma on Vimeo.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Luta Antimanicomial


Convidamos para a próxima reunião do Fórum Paulista da Luta Antimanicomial, que será neste sábado (08/03), às 14hs.
Endereço: Centro Cultural Popular Consolação - Rua da Consolação, 1901.
Pauta:
-Informes;
- Discussão sobre Encontro de Saúde Mental e Direitos Humanos, que será no Rio de Janeiro, de 22 a 25 de maio;
- Pensar em subsídios para os usuários produzirem artesanatos para exporem e venderem no Encontro;
- O que o FPLAM levará para o encontro – discussões, produtos artesanais, filmes, Coral;
- Planejar objetivos de curto prazo para o FPLAM;
- Maior divulgação do FPLAM;
-Organização do 18 de Maio.

Até lá!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Bicicleta Fantasma

Ghost Bike (Bicicleta Fantasma) eh um protesto. Uma ideia para tentar conscientizar pricipalmente motoristas. Como eh de conhecimento geral, milhares de pessoas morrem em todo mundo vitimas de veiculos automotores. Muitos ciclistas sao vitimas e a falta de espaco nas grandes cidades provoca uma guerra desigual. Quem eh que causa o transito? Quem eh que polui? Quem eh que mata?
Na cidade de Nova York vem acontecendo um protesto bem particular. Vitimas de veiculos automotores (pricipalmente carros) sao lembradas em um ato/protesto. No local onde a pessoa foi assassinada, eh colocada uma bicicleta toda branca, como um fantasma e junto a ela uma placa com o nome do ciclista, sua idade e quando foi morta. Voce pode encontrar muitas dessas biciletas andando pela cidade. O video a seguir mostra um desses atos.
Bom, espero que as pessoas possam o quanto antes, entender que a rua eh um espaco coletivo, certo? CO-LE-TI-VO! As pessoas podem ser donas de um carro, mas nao da via publica. Que elas possam fazer um uso mais racional, responsavel e viavel dessa invencao. Que elas se tornem menos dependentes de suas maquinas motorizadas e mais a favor da liberdade e da vida.