quarta-feira, 23 de abril de 2008

pelo mundo

IÊ!
Tava andando pelo mundo
a procura de amor
mas a vida foi cruel
só mostrou tristeza e dor
cada canto que eu passava
via muito sofredor
vi o meu irmão morrendo
cheio de fome ô lambedor
roubando matando os outros
em nome do desamor
só não é de meu espanto
que esse irmão seja de cor
cada vez que eu cair
dessa luta eu recordava
capoeira é arma forte
quando a vida não diz mais nada
mas apesar de tanta dor
esse mundo tem valor
salve seu pai Ogum
Santo Antonio é protetor...

sábado, 19 de abril de 2008

O primeiro grito

Faz um tempo que ando pensando sobre as mulheres e que gostaria de escrever a respeito. Depois que travei contato com algumas e com histórias de outras, nunca mais pude ignorar o fato de que a presença feminina, seja no que for, acaba por tornar as coisas melhores ou menos piores. Também não gostaria de cair numa declaração por demais piegas e tal, mas olhar apenas o lugar do feminismo no feminino. Entretanto, justiça seja feita.
Primeiro - o desafio. Nunca deixo de me espantar quando converso com algumas mulheres e descubro em seu discurso um manifesto antifeminista, e digo isso porque na minha opinião toda mulher (principalmente) e homem deveria de um modo ou de outro ser um pouco feminista. Também não me darei ao trabalho agora de fazer a clássica distinção (ainda que necessária) sobre feminismo e machismo. Não, não é a mesma coisa de forma inversa! Quando escuto alguma mulher insistir na idéia de que o feminismo é um tipo de bobagem, não posso deixar de lhe perguntar: “mas você gosta das calças que usa? Você acha importante uma mulher estudar? O que te parece igualdade de salário? Ou ainda ser mãe fora do casamento?” O engraçado é que o óbvio para essas resposta nem sempre é um sim. O que parece não passar na cabecinha dessas ilustres é o fato que se isso tudo só é possível graças a luta feminista. Mulheres e homens que nunca compartilharam com a opressão e a mentira sentem a necessidade de se rebelar. E agora temos que lidar com algumas pessoas que acreditam que coisas dessa ordem sempre foram possiveis ou naturais! Que afronta! Mas não percamos a fé. Entenda que há três gerações passadas isso não era nada comum. Pergunte a sua avó! ou bisavó se ela estiver por aí. Qualquer dessas coisas “naturais” causaria um bocado de trabalho - é provavel que resultaria na decisão de queima-la viva, colocada no manicômio, um motivo de piada, violentada e mais um monte de coisas bem tristes de serem contadas. E veja que isso não é minha opinião, é um fato histórico, está em qualquer lugar para quem quiser saber. Mas já mostrou essa tal de história em seu período mais recente que na hora de reclamar é cada um por si olhando o próprio umbigo, mas na hora de se foder tá todo mundo junto levando do mesmo modo. Vale também apontar para o fato que as vitórias do feminismo e outros movimentos sociais geram benefícos para todos, inclusive para quem os critica. O duro é que tem gente que não vê. Não acredita? Nesse exato momento que você lê isso aqui, a diferença salarial entre homens e mulheres cresce na Europa. Em 2002 a diferença era de 224 euros, hoje é de 246. Já no Brasil, apesar da diferença estar diminuindo, ainda é grande. Um estudo desenvolvido pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) mostra que, no início dos anos 90, os homens ganhavam até 50% a mais. Hoje, essa diferença se aproxima de 30%. Tem muito mais informação por aqui.

Nascimento
Assim, pensando em algumas desses pontos vejo a necessidade de falar dessas criaturas fantásticas. Começo do princípio: o nascimento. Le primier cri (algo como “o primeiro grito”) é um documentário sobre o nascimento, um projéto que explora essa dimensão entre diferentes povos e culturas. O filme teve estréia na França em outubro de 2007 e mostra mulheres ao redor do mundo durante a gestação até o momento do parto. Mas antes de continuar, tenho que admitir algo. Eu apenas tomei contato com esse filme porque uma das mulheres que mais adimiro na vida faz parte dele. Vanessa é uma quebense que vive nos Estados Unidos numa comunidade ativista. Já falei deles aqui. Ela teve seus dois filhos (hoje Fenék tem 2 anos e LouLou 9 meses) dentro de casa, contando apenas com a ajuda do Mike (o pai). É um povo lindo! Pois então, o filme documenta a Vanessa durante o fim da gestação e o nascimento de Fenék. Também são mostrados nascimentos nos quatro cantos do mundo, como da ianomami na Amazõnia, passando pela África, Índia, Japão, Sibéria e outros 4 países. Não sei quando vai sair no Brasil, mas não percam! A trilha sonora ficou por conta de Sinead O´Connor e é maravilhosa. O site apenas em francês e inglês esta aqui. As fotografias são ótimas também. Mas tem o trailler para vocês terem uma idéia.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A história das coisas

Incrivelmente bom! A história das coisas fala sobre coisas. Claro! Porém não pense você que é mais um alerta do fim do mundo. Direto, curto e grosso vamos percebendo mais de um estilo de vida insustentável: de onde vem, como é e o que fazer. Acho que vocês irão gostar. Convide os amigos! O original em inglês aqui com mais informações, mas segue a primeira parte do vídeo com legendas em português.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

"... pois que viver não é entrar no mar onde da pé, mas mergulhar com fé no maremoto."
Flora Figueiredo

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Sociedade do automóvel

11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia.
No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas.
Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar: compre um carro, liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar.
Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar.
um vídeo de Branca Nunes e Thiago Benicchio

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Verdade

"Um lutador deve se comportar numa luta como a água - insubstancial, inflexível. E, como a água, um combate não pode ter forma definida."
Bruce Lee