quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Daquilo que precisamos combater.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
apesar do medo, uma mulher para amar
"Pois no Rio tinha um lugar com uma lareira. E quando ela percebeu que, além do frio, chovia nas árvores, não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado. O acordo do mundo com aquilo que ela nem sequer sabia que precisava como numa fome. Chovia, chovia. O fogo aceso pisca pra ela e para o homem. Ele, o homem, se ocupa do que ela nem sequer lhe agradece; ele atiça o fogo na lareira, o que não lhe é senão dever de nascimento. E ela - que é sempre inquieta, fazedora de coisas e experimentadora de curiosidades - pois ela nem se lembra de atiçar o fogo: não é seu papel, pois se tem o seu homem pra isso. Não sendo donzela, que o homem então cumpra sua missão. O mais que ela faz é às vezes instigá-lo: "aquela acha", diz-lhe, "aquela ainda não pegou". E ele, um instante antes que ela acabe a frase que o esclareceria, ele por ele mesmo já notara a acha, homem seu que é, e já está atiçando a acha. Não a comando seu, que é a mulher de um homem e que perderia seu estado se lhe desse ordem. A outra mão dele, a livre, está ao alcance dela. Ela sabe, e não a toma. Quer a mão dele, sabe que quer e não a toma. Tem exatamente o que precisa: pode ter.
Clarice Lispector, no livro: Melhores Contos
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ilú Obá De Min
O objetivo da entidade é preservar e divulgar a cultura negra no Brasil, mantendo diálogo cultural constante com o continente africano através dos instrumentos, dos cânticos, dos toques e da corporeidade, além de abrir novos espaços, de maneira lúdica e responsável, visando o fortalecimento individual e coletivo das mulheres na sociedade.
ILÚ OBÁ CANTA O
Saída do Bloco Ilú Obá de Min
Dia 12/02/2010
Concentração a partir das h
Saída do Bloco ás 21h
Local: Viaduto Major Quedinho
Bela Vista – São Paulo- SP
venha participar desde Grande Cortejo pela ruas da cidade
Olá Ilú!!
Baobá
Os baobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia) são um gênero de árvore com oito espécies, nativas da ilha de Madagascar (o maior centro de diversidade, com seis espécies), do continente africano e da Austrália (com uma espécie em cada).
O baobá é uma árvore que pode viver até seis mil anos. Além da longa vida, esta árvore se caracteriza pela abundância e pela generosidade. Suas sementes são castanhas comestíveis, que também são usadas para se fazer um tipo de bebida semelhante ao café.. Com o óleo da castanha se faz sabão. A polpa de suas frutas tem vitamina C.
Ela também dá flores e uma sombra deliciosa. E quando morre, o baobá desaba sobre si mesmo, deixando uma montanha de fibras das quais se fazem cordas, tecidos, fios de instrumentos musicais e cestos.
Considerada a “Árvore da vida” não só pelos séculos que percorre, mas porque dela tudo se aproveita – do tronco às sementes – em vários países africanos.
É a grande árvore maternal
de corpulência de matrona
de dar sombra embora incapaz
(pois o ano todo vai sem folhas):
pela bacia de matriarca,
pelas portinarianas coxas,
pela umidade que sugere
sua carnadura (aliás seca e oca),
vem dela um convite de abraço,
vem dela a efusão calorosa
que vem das criadoras de raça
e das senzalas sem história”.
(João Cabral de Melo Neto “O Baobá no Senegal”).
Baobá - grande árvore do esquecimento depositário da alma e da identidade dos negros, que antes do embarque nos navios davam voltas em seu tronco, acorrentados, se negando como pessoas diante de sua história e país.
A cultura afro, já abrasileirada, plantou seus baobás aqui, nas terras de além-mar. Nas cores, rodas, ritmos e mistérios das manifestações que encarnam o sincretismo brasileiro.
Enraizadas pelos baobás, a diversidade e a cultura popular resistem teimosas e obstinadas. (Carolina Gutirrez + Lidiane Guedes)
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Aos bons que se foram
Vive dentro de mim
quarta-feira, 4 de março de 2009
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Os elementos do cativeiro
Pegue uma criatura original.
Domestique-a cedo, de preferência antes da fala e da locomoção.
Socialize-a ao máximo.
Deixe que sinta fome profunda pela natureza selvagem.
Isole-a dos sofrimentos e liberdades dos outros, para que ela não possa comparar sua vida a nada.
Ensine-lhe apenas um ponto de vista.
Permita que ela seja carente (ou fira, ou indiferente) e deixe que todos percebam, mas que ninguém lhe diga.
Permita que ela se isole do seu corpo físico, eliminando, portanto, seu relacionamento com essa criatura.
Solte-a num ambiente em que possa obter em excesso coisas que antes lhe eram negadas, coisas que sejam tanto interessantes quanto perigosas.
Dê-lhe amigos que também sejam carentes e que a estimulem ao desregramento.
Permita que seus institos fragilizados relacionados à prudência e à proteção continuem assim.
Em conseguência de seus exageros (alimentação insuficiente, alimentação excessiva, drogas, sono insuficiente, sono excessivo, etc.), permita que a morte se insinue bem perto dela.
Permita que ela se esforce por uma restauração da persona de “boa menina” e que tenha sucesso, mas só de vez em quando.
Depois, finalmente, permita que ela se envolva freneticamente com excessos promotores de depêndencia em termos psicológios ou fisiológicos, que causem entorpecimento por si mesmos ou pelo seu abuso (álcool, sexo, raiva, submissão, poder, etc.).
Agora ela está no cativeiro.
Inverta o processo, e ela se libertará. Restaure seus institos, e ela se fortalecerá.
Trecho encontrado em Mulheres que correm com os lobos de Clarissá Pinkola Estés
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Direito de reprodução
A adolescente que opta pelo aborto também engravida dentro de uma relação estável. Decide com o namorado que vai colocar um término na gestação e, perto dos três meses de gravidez, usando os mesmos métodos da adulta, enraizados num conhecimento popular, aborta. São principalmente jovens entre 17 e 19 anos. Além disso, tendem a engravidar novamente após dois anos.
sábado, 19 de abril de 2008
O primeiro grito
Nascimento
Assim, pensando em algumas desses pontos vejo a necessidade de falar dessas criaturas fantásticas. Começo do princípio: o nascimento. Le primier cri (algo como “o primeiro grito”) é um documentário sobre o nascimento, um projéto que explora essa dimensão entre diferentes povos e culturas. O filme teve estréia na França em outubro de 2007 e mostra mulheres ao redor do mundo durante a gestação até o momento do parto. Mas antes de continuar, tenho que admitir algo. Eu apenas tomei contato com esse filme porque uma das mulheres que mais adimiro na vida faz parte dele. Vanessa é uma quebense que vive nos Estados Unidos numa comunidade ativista. Já falei deles aqui. Ela teve seus dois filhos (hoje Fenék tem 2 anos e LouLou 9 meses) dentro de casa, contando apenas com a ajuda do Mike (o pai). É um povo lindo! Pois então, o filme documenta a Vanessa durante o fim da gestação e o nascimento de Fenék. Também são mostrados nascimentos nos quatro cantos do mundo, como da ianomami na Amazõnia, passando pela África, Índia, Japão, Sibéria e outros 4 países. Não sei quando vai sair no Brasil, mas não percam! A trilha sonora ficou por conta de Sinead O´Connor e é maravilhosa. O site apenas em francês e inglês esta aqui. As fotografias são ótimas também. Mas tem o trailler para vocês terem uma idéia.
