sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Mulheres que viajam sozinhas

Ontem tive um encontro ótimo com uma amiga muito querida e sai de lá pensando em mulheres que viajam sozinhas. Tomei um chá da tarde com a Flavia Vivacqua e falamos bastante de nossas recém jornadas. Ela esteve fazendo uma caminhada de 10 dias pelo Caminho dos Anjos e eu pedalando pela Serra do Cipó, ambos lugares de Minas Gerais. Semelhança: estivemos completamente solitários. As vezes escuto de amigas e outras mulheres esse desejo de caminhar-pedalar e fazer suas jornadas, mas o temor de estarem realizando isso só acaba sendo maior. O medo impera e não vão. Uma pena. Deveriam ir. Os riscos, na minha opinião, são menores do que se imagina. Buscar informações e detalhes do seu possível trajeto, como qualquer pessoa, e pé na estrada. Tenho o prazer de conhecer pessoas como a Flavia que  se bancam, se garantem, assumem seus riscos e, principalmente, sustentam seus desejos. Não tenho dúvidas que existem diferenças de gênero aqui presentes, mas fico sempre me perguntando, além de admirando, como é para uma mulher fazer uma viagem nada "turista" e confortável por um lugar pouco usual completamente sozinha?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Jornada

‎7 dias. Mais de 300 km pedalados. Subidas e descidas sem fim. Várias cachoeiras. Alguns picos escalados. Muita sede. Cansaço. Solitude. Felicidade. Serra do Cipó. Minas Gerais. Obrigado.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Retorno

Esse blog vai voltar. Já é tempo de retomar a palavra, a escrita, as análises. Tempo de organizar idéias e atos. Momento de retomar o posicionamento no mundo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Definitivamente tudo tem sua hora de acabar. A idéia do fim sobre o que quer que seja as vezes nos assusta. Acho que por isso ando fascinado com "La Santa Niña". Dizem que La Santa Muerte tem mais de 5 milhoes de fiéis no México. A igreja católica e todo cristianismo sempre a renegou, mesmo esse sendo o maior sincretismo do país. Outros a mantém distante porque esta demais relacionada com os "narcos" e todo tipo de marginalidade. O fato é que ela está presente no imaginário mexicano desde sempre. Vários povos prehispanicos também lhe rendem inúmeros esforços e oferendas, e como bem sabemos, o dia dos mortos aqui é simplesmente uma apoteose. Nada se compara a celebração nessas terras ao dia de los muertos.

La Santa Muerte tem aqui um encanto que é o da continuidade e das possibilidades. As pessoas a invocam para tudo, desde as coisas mais básicas aos desdobramentos mais complexos da vida humana. Depende sempre de sua fé, de suas intenções, necessidades e relação com algum aspecto de sua emanação. De todo modo é um encontro para ir adiante, para a superação e a conquista. Entendo isso como o destino que segue um pouco mais e de que nada está pronto. Da mesma forma que os zapatistas invocam tanto sua ancestralidade para dizer que a luta é como um círculo, que há um ponto para se começar, mas nunca para terminar. Onde a superação é de suas limitações, temores e angústias. E por fim, a conquista de si.

Desde que aqui cheguei tenho pensado nisso de muitas maneiras. Desde a relação tão espontânea com La Santa Muerte e todos os objetos, músicas e imagens que não te deixam esquece-la, até os estranhamentos que isso desperta e na minha própria necessidade de morrer para tantas outras coisas.

Assim, meu desejo me leva a saber que nessa absoluta abertura até a morte, não sei mais a respeito da necessidade de continuar com esse espaço. O fanzine Paladar de Palavra, como escrevi na primeira mensagem desse blog a 4 anos atrás, nasceu em um momento de compartilhar idéias e ações no meio punk hardcore de São Paulo no meio dos anos 90. A internet estava tímida e os fanzines cheios de colagens e maluquices faziam a cabeça de muito mais gente que agora. Então em 2007 ele ganha sua versão digital em virtude de outra necessidade de compartilhar experiências que estava vivendo fora do Brasil na época. Acabou sendo muito mais. Aqui chorei, lamentei, briguei, sorri, fiz amigos, encontrei gente, falei merda, lavei roupa suja, elogiei, protestei, compartilhei e coisas que nem se quer imaginava. O lance, como diz uma canção d'O Rappa, é que meu Santo tá cansado!

De alguma maneira acho que ele iria acabar assim que voltasse ao Brasil. Porém sinto que é melhor que ele fique por aqui agora. Talvez devesse esperar a celebração do dia de los muertos em novembro, mas como disse, a importância de morrer para algumas coisas já esta presente. Assim apenas aceito. Simplesmente decido que seja isso e reconheço outra maneira de compartilhar o que sinto. Os encontros que tenho agora e os cuidados que estou permitindo se iniciarem deixam isso claro.

Alguns budistas também falam sobre samsara e de como tudo recomeça. As mandalas tibetanas são ótimos símbolos disso. Do ciclo que nasce e morre, surge e desaparece. Daquilo que se precisa entender sobre impermanência. O Paladar volta algum dia? Pouco provável, mas tudo que é visto como “para sempre” merece alguma desconfiança... Esse blog como é vai acabar.

Obrigado a todo mundo que passou por aqui até agora. Por todos que escreveram algo, independente de eu concordar com isso ou não. As postagens ficarão aí até que alguma coisa aconteça com esse espaço, ou que se decida sumi-lo por falta de postagens, ou eu mesmo vá ali e apague ele completamente, exatamente como a mão do monge que varre os grãos da mandala... Irei entretanto manter o outro blog que possui um caráter bem diferente desse. Na verdade nem eu sei qual é o carater desse aqui... Do sintagma e outras considerações é realizado com outra perspectiva e interesse. Entretanto, nao deixem de visitar os links ao lado.

Continuarei lá a divulgar mais material ligado a pesquisa, psicologia, educação e política do que reflexões e delírios pessoais. O México vive uma luta e contém uma tradição que merecem ser divulgadas. Da mesma forma as lutas de nosso povo brasileiro. Pretendo evitar qualquer personalismo e manterei apenas a linha daquilo que me alimenta e inspira. Evidentemente que tudo esta numa perspectiva política, mas existem delimitações que são da ordem privada e que respeitarei mais.

Dito isso, boa sorte para todos nós!

Alessandro de Oliveria Campos

Cidade do México, DF, 11 de abril de 2011.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Daquilo que faz bem a alma.

Som mexicano de primeiríssima! Celso Piña y su Ronda Bogotá fazem uma fusao de ritmos que é irresístivel. O homem ai sempre foi mesmo dos ritmos regionais de sua terra natal que é Monterrey e desenvolveu uma pegada única com a cumbia. Ele é genial. Viva Mexico carajo! Aproveitem!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Como alguém pode impedir de uma gota d'agua jamais secar?