sexta-feira, 29 de maio de 2009

mais sobre posicionamentos

Recebi essa mensagem a dois dias e gostaria de compartilha-la com vocês. As vezes algumas pessoas tem se demonstrado um tanto relutantes com as propostas (?) para mudar alguma coisa a nossa volta (existem coisas que precisam de mudanças, não?), e em certos casos pior ainda, vão sendo tomadas por um certo "neo-niilismo-pós-moderno-derrotista" que não escapa nada nem ninguém e dizem que estamos caminhando para o fundo do poço. A mensagem abaixo vai na contra-mão desse tipo de postura. Apesar dos riscos e temores, algumas pessoas já se posicionaram com a radicalidade necessária e caminham com toda dignidade possível. Para mim é um dos melhores recortes que me deparei recentemente daquilo que significa ser uma pessoa interessada em outras pessoas, alguém sem receio de dizer de onde fala, particularmente no norte do continente americano, principalmente da esquerda da esquerda. Venha de onde vier, aquele que luta sempre será fundamental para melhorar o mundo. Você também pode não concordar com tudo que será dito aqui, tudo bem, não procuramos a unanimidade, mas não pode negar o direito disso existir no coração de alguém e da razão que lhe pertence; mas acho que esse não é o caso de boa parte das pessoas que aparecem por aqui. Porém amigos, não se iludam, muitos por aí acham que vozes assim devem ser silenciadas. Agora vamos ao que considero uma verdadeira lufada de ânimo para uma vida melhor e também para engrossar as fileiras d@s guerreir@s dos tempos atuais.
Abraços

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Surpreendeu-me, muito, quando outro dia no Wikileaks, um sítio da internet que anonimamente publica documentos do governo, vi meu nome mencionado na “Avaliação de Ameaça Terrorista” de Virginia. Sob o título Extremistas Anarquistas”, estou identificado como um anarquista extremista! Nós, “extremistas anarquistas”, estamos no topo da lista na ameaça de terrorismo doméstico na cidade de Virginia, bem acima dos grupos de supremacia branca que têm, até mesmo, assassinado pessoas. Fábricas poluidoras, companhias de fabricação de armas, patrões negligentes, usinas nucleares, sindicato dos guardas da prisão – nenhum deles faz parte da lista, embora eles sejam responsáveis pelas inúmeras mortes infinitamente maiores do que o/as humildes anarquistas do estado, que se contentam em escrever, protestar, organizar centros sociais, distribuir comida grátis, e, talvez, ocasionalmente sabotar a propriedade do governo e das corporações.

A informação citada na seção sobre os anarquistas revela que, por um lado, os peritos em segurança na Virginia estão coletando informações sobre pessoas como eu em mais de uma dúzia de municípios pelo estado, e de outros. Estes peritos em segurança estão indo atrás, erroneamente, de idiotas que não têm a mínima noção sobre teoria e prática anarquista e não conseguem distinguir entre as reais organizações anarquistas que estão ativas há anos e irônicos nomes falsos assinados em panfletos e comunicados humorísticos.

Não tenho dúvida de que meu nome é o único citado na seção “anarquista” da “Avaliação de Ameaça Terrorista” porque sou o único anarquista da Virginia cujo nome aparece em uma “busca” no Google, já que eu escrevi um livro e mais alguns outros, e meu nome tem sido referência na mídia em relação a um punhado de julgamentos.

Eu também não tenho dúvidas sobre quais táticas o FBI e a polícia consideram justas para usar contra as pessoas que eles estão avaliando como terroristas. Uma das poucas coisas que talvez possa limitar seu poder regularmente exercido de vigiar, acossar, incriminar, prender, torturar e até mesmo matar, é a medida na qual bons cidadãos acompanham estes acontecimentos ou ignoram. É claro, eles têm que ser um pouco mais gentis com pessoas como eu – branco e de classe média – embora os últimos anos tenham mostrado que eles estão conseguindo amedrontar a sociedade americana o suficiente para prender impunemente, também, tais pessoas similarmente privilegiadas, dando sentenças de mais de 22 anos, por incendiar um laboratório de pesquisa genética em uma ação política que não feriu ninguém. Incendiar um laboratório é ilegal, mas o fato é que o governo não deixou nenhum meio legal para deter uma indústria na qual nenhum mandato público existe e na qual irrevogavelmente muda toda a nossa vida e o futuro de nosso planeta – a engenharia genética. Nunca fomos consultados sobre isso, nem sobre quaisquer outros desenvolvimentos políticos e econômicos que estão mudando – malditos! Vamos ser honestos, destruindo – nossas vidas! Certamente, nós não sugerimos pelo afunilamento de uma grande porção da riqueza de nossa sociedade aos bancos para socorrê-los de uma crise que eles criaram às nossas custas, e o governo não nos dá nenhum meio legal para punir os bancos ou tomar de volta um pouco daquela riqueza. Algumas pessoas têm um respeito servil pela lei acima de todos os valores éticos, o/as anarquistas não!

Este é o porquê do/as anarquistas serem atualmente o maior foco na Guerra Contra o Terror do governo. E devido ao fato de respeitarmos as necessidades humanas e o meio-ambiente, ao invés de respeitar a lei, ficou fácil de nos perseguir como sendo terroristas, já que o governo federal mudou a definição de terrorismo para atividade ilegal na intenção de pressionar ou mudar a política de governo.

Francamente, houve um mandato popular, orquestrado pela mídia corporativa, para uma guerra contra o terrorismo, porque após o 11 de Setembro a maioria dos estadunidenses estavam bobos o suficiente para acreditar em seu governo, esquecendo por um trágico momento quantas vezes eles atacaram antes. O governo, é óbvio, não perdeu tempo com sentimentalismo; no mesmo dia em que as Torres Gêmeas foram derrubadas, George W. Bush já estava chamando isto “uma oportunidade” em um encontro do Conselho de Segurança Nacional. Internacionalmente, eles imediatamente começaram a se mobilizar para uma guerra contra o Iraque, uma guerra na qual eles não pediram permissão a nós para empreender, embora muitos de nós consentissem com a guerra, entendo-a como parte da Guerra Contra o Terror. Domesticamente, o governo imediatamente tramou a Guerra Contra o Terror como, primeiramente, uma campanha contra o/as muçulmanos, indígenas, ativistas ambientais, ativistas de direitos animais e anarquistas.

Em 2003, a maior investigação contra o “Terrorismo Doméstico” do FBI, utilizando cinco vezes mais escutas do que o segundo maior caso, teve como alvo uma campanha pelos direitos dos animais que jamais foi acusada de matar alguém. Esta campanha, “Pare a Crueldade Animal em Huntingdon” (SHAC), se voltou contra a maior empresa de vivisseção no Reino Unido (que também faz um monte de negócios nos Estados Unidos), a Huntingdon Life Science (HLS), que tortura e mata milhares de animais todos os anos visando causas nobres tais como a indústria do cosmético.

Se, anonimamente, pessoas realizam um protesto ou uma ação de sabotagem contra a HLS ou alguma empresa que é cliente deles, a campanha SHAC reporta a notícia em seu sítio de internet. O governo estadunidense especificamente aprovou uma lei, a Animal Enterprise Terrorism, Act, permitindo encarcerar estes ativistas por administrar um sítio da internet e coordenar uma campanha de protesto. Assume-se que se as pessoas enviadas para a prisão tivessem fazendo qualquer coisa previamente considerada ilegal, com toda a vigilância do FBI sobre ele/as, ele/as seriam pego/as e processado/as por isso. Em vez disso, o governo mudou as leis e assim o/as envia para a prisão como sendo terroristas – porque ele/as foram eficientes.

Em uma política definitiva na qual o presidente Barack Obama tem rejeitado se afastar, George W. Bush declarou: “Ou você está conosco, ou você está com os terroristas”. Nós, que não nos identificamos como terroristas, mas sim como pessoas que acreditam na liberdade para todo/as, pessoas dispostas a destruir uma propriedade inanimada para salvar uma floresta, pessoas que se defendem contra a violência policial, temos que concordar: ou você está com o governo, ou você é um terrorista. E se você não nos apóia em nosso terrorismo, que quer dizer respeito pela vida e desprezo pela lei, então, você está apoiando o governo quando eles vêm para nos levar.

Penso que todo mundo que luta por mudanças reconhece que não há maneiras legais para o/as trabalhadore/as se protegerem da crise, para as pessoas recuperarem o controle sobre suas comunidades e terem uma voz nas decisões que afetam suas vidas, para o/as prisioneiro/as se protegerem da tortura, para as nações indígenas terem somente seus tratados respeitados, para as comunidades pobres acabarem com a poluição de seu ar e de sua água. Não estou pedindo para todo mundo concordar sobre quais táticas são apropriadas e necessárias perante esta incerteza, nem exigindo que o/as leitore/as aceitem a proposta anarquista de que o governo e o capitalismo devem ser destruídos para solucionar estes problemas. Estou somente salientando que estamos dedicando nossas vidas para a solução desses problemas, e por isto temos sido rotulados como terroristas, e por isto estamos sendo jogados misteriosamente para as prisões, um a um. Esta Guerra Contra o Terrorismo requer o apoio de todo/as aquele/as que ainda não foram “avaliado/as” como terroristas. Primeiro eles vêm ao mais radical.

Finalmente, virão a você. É hora para todo mundo pendurar uma faixa em sua janela: “Me Oponho à Guerra Contra o Terror. Pergunte-me Por que!”

O futuro – mesmo se meus amigo/as e eu terminarmos na prisão, ou se este país se tornar mais e mais totalitário, ou se o meio ambiente for totalmente destruído - estar com milhões de pessoas “em cima do muro”, céticas ao governo, mas hesitantes para quebrar as regras do jogo que estão tão claramente empilhadas contra elas.

Link com a citação de Extremistas Anarquistas” que pesa sob Peter Gelderloos:

http://wikileaks.org/wiki/2009_Virginia_Terrorism_Threat_Assessment%2C_Mar_2009

Peter Gelderloos é o autor, entre outros livros, de “Como a Não Violência Protege o Estado”, fez parte do Copwatch, Anarchist Black Cross e Food Not Bombs. Ele foi recentemente absolvido de todas as acusações que pesavam sob ele em Barcelona (Espanha), quando estava envolvido com o movimento Okupa, após ser incriminado por “desordem pública com explosivos”, e de ser chamado de terrorista pela polícia espanhola, e ameaçado de pegar mais de seis anos de prisão. Mas foi reconhecido que, na verdade, não havia nenhum explosivo em sua posse, somente uns fogos de artifício durante um protesto, onde testemunhas nem mesmo o viu tocar, as acusações foram pouco a pouco sendo derrubadas dando lugar a acusações de contravenção antes de serem descartadas de uma vez por todas. Peter também credita esta vitória ao apoio internacional que recebeu.

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

o fogo partiu saciado
a floresta de luto
soluça

Eugénia Tabosa


Sempre na última sexta-feira do mês.

E leiam abaixo as ótimas palavras de Luiz Antonio Simas no seu Histórias do Brasil

Tomei, no ano passado, uma das mais sensatas decisões de minha vida; deixei de ter carro. A motorista, aqui em casa, é a mulher. A vida sem automóvel é uma belezura - ando de ônibus, barcas e metrô; prefiro beber mesmo em botequins perto de casa; não fico doido em engarrafamentos; gasto de táxi muito menos do que gastaria pagando IPVA, pedágios, seguro e estacionamentos; não sou extorquido por guardadores; e não preciso enfrentar os visigodos do trânsito carioca. Acordo meia horinha mais cedo para trabalhar, mas os ganhos que obtive com essa decisão foram imensos. Sei que muita gente depende do carro - por razões de trabalho e por conta das deficiências grosseiras do transporte público. Eu tenho a sorte de não precisar.

Já esculhambei alhures o governo de Juscelino Kubitschek por causa do desvario rodoviarista dos anos dourados. Além da opção rodoviarista propriamente dita, os anos JK começaram a criar no Brasil um troço terrível; o culto ao automóvel como símbolo de projeção social. O automóvel é o epítome de um Brasil que foi perdendo a delicadeza. O culto ao defunto Airton Senna [um sujeito que conseguiu namorar a Xuxa, apoiar o Maluf e ser amigo íntimo do Galvão Bueno; e cujo talento maior foi o de ficar dando voltas em alta velocidade numa banheira de gasolina] é a sua expressão mais macabra.

Comecei fazendo esse arrazoado contra o automóvel para contar uma história curiosa. Em 1957, em plena euforia desenvolvimentista, o país gastava os tubos construíndo rodovias de integração nacional e sucateava de forma suicída a malha ferroviária. Enquanto o asfalto cortava o país, a Estrada de Ferro Teresina-São Luís, por exemplo, continuava trafegando com máquinas movidas a lenha.

Puto dentro das calças com essa história, o grande João do Vale resolveu fazer uma música denunciando o abandono e a lerdeza da ferrovia. Foi assim que surgiu o xote De Teresina a São Luís - uma das mais elegantes, bem-humoradas e contundentes críticas ao abandono criminoso das ferrovias brasileiras e, ao mesmo tempo, uma crônica magnífica do que era viajar de trem naquelas plagas distantes do Brasil dourado de Juscelino; esquecidas pelo Plano de Metas do simpático Nonô.

O resto é História [maiúscula]. Luiz Gonzaga gravou e a música fez um sucesso danado. Foi o suficiente para que os políticos espertalhões da região providenciassem a mudança; trocassem a lenha pelo óleo diesel e colocassem nas duas locomotivas que faziam a rota nomes de canções de João do Vale. O trem que subia para Teresina foi batizado de Pisa na Fulô, e o que descia para São Luís, de Peba na Pimenta.

Ouçam aqui o Velho Lua cantando essa maravilha que é De Teresina a São Luís.

Abraços.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Coisas boas dessa vida

Povo, o ótimo blog Eu Ovo disponibilizou alguns discos do fantástico músico etíope Mulatu Astatke. Quem não conhece procure conhecer que é algo único nesse mundo.
*Mulatu Astatke é considerado o pai do Ethio Jazz. Quediabéisso? É o seguinte... O cara misturou o jazz com a música latina, ritmos caribenhos etc, e juntou com a música tradicional etíope.

Alguns dizem que o Mulatu é o único habitante de um mundo criado por ele mesmo. Mas antes de tudo isso ele havia nascido na Etiópia e se mudado ainda adolescente para Londres, na Inglaterra. Foi lá que ele colheu as sementes, que depois transformaria nesse mundo maravilhoso do Ethio Jazz.

Depois de discos antológicos nas décadas de 60 e 70, Mulatu mereceu um volume próprio na coleção de discos da música etíope, ‘Ethiopiques Vol. 4’. Em 2007, Mulato se apresentou no Red Bull Music Academy, acompanhado pelos ‘Heliocentrics’, um coletivo londrino de músicos, Djs e produtores de jazz. Essa apresentação foi transmitida pela rádio ‘Cargo London’. Após perceberem a empatia musical e a genialidade do músico etíope, os ‘Heliocentrics’ levaram o Sr. Astatke para um estúdio e gravaram um álbum sensacional, que foi lançado agora em 2009.

Então se você ainda não conhece esse etíope... Não perca mais tempo e abrace todos os discos, porque eu recomendo todos eles. E quem tiver mais discos desse genial músico, coloque por favor nos comentários.

*está esperando o quê? Vem aqui!

Lamentável!

Lei que prevê o sistema de cotas nas universidades estaduais é suspensa

Estão suspensos os efeitos da Lei estadual 5.346, do ano de 2008, que prevê o sistema de cotas para o ingresso de estudantes carentes nas universidades estaduais. A decisão é do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, que concedeu hoje, dia 25, uma liminar ao deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro. Ele propôs ação direta de inconstitucionalidade contra a lei de autoria da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj).

O deputado, que também é advogado, defendeu a ação no plenário do Órgão Especial. A Lei estadual tem o objetivo de garantir vagas a negros, indígenas, alunos da rede pública de ensino, pessoas portadoras de deficiência, filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.

Segundo o parlamentar, há, hoje em dia, discriminação entre cotistas e não-cotistas nas universidades que adotam o sistema. "A lei é demagógica, discriminatória e não atinge seus objetivos. O preconceito existe, não tem como negar, mas a lei provoca um acirramento da discriminação na sociedade. Até quando o critério cor da pelé vai continuar prevalecendo? A ditadura do politicamente correto impede que o Legislativo discuta a questão", ressaltou.

O relator do processo, desembargador Sérgio Cavalieri Filho, votou pelo indeferimento da liminar. Segundo ele, tal política de ação afirmativa tem por finalidade a igualdade formal e material. "A sociedade brasileira tem uma dívida com os negros e indígenas", salientou. No entanto, o Órgão Especial decidiu, por maioria dos votos, deferir a liminar, suspendendo os efeitos da lei. O mérito da ação ainda será julgado.
Nº do processo: 2008.065.00009

*encontrado aqui

terça-feira, 26 de maio de 2009

Palavras pra quê?

Muito bom o que fizeram o pessoal do Eclectic Method com vários sons e imagens de filmes do Quentin Tarantino. Sem palavras!

The Tarantino Mixtape from Eclectic Method on Vimeo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Anota aí!

Agenda da Semana de 25 a 31 de maio de 2009 no Espaço Ay Carmela!

25/05: DEBATE: Futebol e gênero - 19h
CARTAZ: http://ay-carmela.birosca.org/node/79

26/05: VIDEO/DEBATE: Lutas e movimentos na Grécia atual com Kriton Iliopoulos,
colaborador da revista grega Alana - 19h
CARTAZ: http://ay-carmela.birosca.org/node/85

28/05: DEBATE:Fenômeno Underground com o sociologo Mexicano Luiz Martinez - 19h
CARTAZ: http://ay-carmela.birosca.org/node/88

30/05: DEBATE: O que a Copa de 2014 tem a ver com a expansão do Metrô? - 14h
CARTAZ: http://ay-carmela.birosca.org/node/81

31/05: DEBATE: Bibliotecas Anarquista e exposição de livros anarquista - 16h

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Mais informações sobre alguns dos eventos da semana:

* 26/05 – Terça – Debate: Lutas e movimentos na Grécia atual

A Biblioteca Anarquista Terra Livre e o Espaço Ay Carmela! convidam:

* Exibição do filme “The Potentiality of Storming Heaven”

* Debate “Lutas e movimentos na Grécia atual” com a presença de Kriton
Iliopoulos, colaborador da revista grega Alana.

Dia 26/05, terça-feira, 19 horas, Grátis

Espaço Ay Carmela!
Rua das Carmelitas, 140 – Sé – São Paulo

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Será exibido o filme “The Potentiality of Storming Heaven” (28 minutos, com legendas em inglês). Trata-se de uma apresentação sobre a insurreição anarquista ocorrida em dezembro de 2008 na Grécia após a polícia assassinar um jovem anarquista. Através de palavras e ações que o povo grego tomou parte pode-se tomar contato com os movimentos e fatos que marcaram as páginas dos jornais, os corações e mentes dos rebeldes de todo mundo. Esse vídeo foi
produzido em Thessaloniki no início de 2009 e teve sua estréia antes de uma discussão pública sobre a insurreição grega na biblioteca pública ocupadade Ano Poli.

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Mais informações:

* Notícia do assassinato do jovem anarquista Alexandros Grigoropulos no CMI e outros links sobre o assunto:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/434967.shtml

* Entrevista a Yannis Androulidakis, Secretario Internacional do Sindicato grego, ESE (anarcosindicalista):
http://www.bpi.comze.com/grecia/textos/os_anarquistas_e.htm

* Artigos no jornal Brasil de Fato por colaboradores gregos:
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/na-grecia-uma-revolta-anunciada/?searchterm=gr%C3%A9cia
e
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/esses-dias-sao-de-alexis-a-raiva-da-juventude/?searchterm=gr%C3%A9cia

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* 28/05: 19h: DEBATE: Fenômeno Underground

A Biblioteca Anarquista Terra Livre e o Espaço Ay Carmela! convidam a todos/as para o debate:

"Fenômeno Underground"

Dia 28/05 - QUINTA - 19 horas - Grátis

O Debate acontecerá no Espaço Ay Carmela! (Rua das Carmelitas, 14 - Sé - São Paulo

Com a presença e apresentação da tese do sociólogo mexicano Luiz Martinez intitulada
“Fenómeno underground. Un acercamiento a los procesos culturales de los movimientos de resistencia”

Luis Martínez Andrade é sociólogo pela Benemérita Universidad Autónoma de Puebla (México). Atualmente doutorando em sociologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (França).

"La tesis sostiene principalmente que en todas las civilizaciones donde hay un régimen de desigualdad económica-política-social y una imposición de tipo cultural, religiosa o ideológica, encontramos que existe una cultura hegemónica y una cultura underground. La primera sirve como instrumento de dominación por parte de una élite (política, social, económica, militar, religiosa, etc) con el fin de mantener el poder sobre las demás personas; a través de esa cultura hegemónica, estos grupos imponen por medio de las balas y las bayonetas su propia Weltanschauung (visión de mundo), entendida ésta como una religión, una doctrina, una ideología o una lengua. La cultura dominante esconde tras su máscara el saqueo, la mentira, la colonización, el exterminio, la explotación, la desigualdad económica, el racismo social, la negación a la alteridad. La segunda es un discurso de resistencia sustentado en valores contra-hegemónicos que fungen como bandera de los de abajo, los oprimidos, los excluidos, de los condenados de la tierra. La cultura hegemónica y el underground son fenómenos que están íntimamente ligados y dependen dialécticamente uno del otro."